O Globo - 07/06/2013
Frota aérea triplicará na América Latina
Segundo Airbus, crescimento do número de aviões grandesse dará em 20 anos
DANIELLE NOGUEIRA - danielle.nogueira@oglobo.com.br
-CIDADE DO CABO- A América Latina vai triplicar a frota de aviões de grande porte em 20 anos para atender à maior demanda por viagens aéreas, segundo estimativas da fabricante de aeronaves europeia Airbus. Hoje, há cerca de mil aviões em operação na região e serão necessárias mais 2.120 unidades, o que deve movimentar cerca de US$ 242 bilhões em novos pedidos. O Brasil deve responder por metade das novas encomendas.
Os dados refletem o crescimento do fluxo de passageiros na região a um ritmo anual de 5,3% nas próximas duas décadas, nas projeções da Airbus, acima da expansão mundial, prevista para 4,7%, e inferior apenas à do Oriente Médio. A empresa pretende pegar carona neste crescimento, ampliando a participação no mercado lati-no-americano dos atuais 50% para cerca de 60% em 20 anos.
Hoje, 497 aviões da frota de mil unidades em operação na América Latina exibem o selo da Airbus. O restante, na categoria de aeronaves de grande porte, foi fabricando pela rival americana Boeing. Há 20 anos, a empresa europeia detinha uma fatia de apenas 20% desse mercado.
Quem vai liderar a expansão é a Latam, companhia resultante da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN. A empresa é o segundo maior cliente mundial da Airbus, atrás apenas da Air Ásia, companhia de baixo custo que atua na Malásia. A fabricante tem 350 clientes ao redor do mundo. A Latam tem 246 aviões em operação da Airbus e já acertou opções de compra de mais 162 aeronaves nos próximos anos.
RENDA E PROFISSIONALIZAÇÃO
Para Rafael Alonso, vice-presidente executivo da Airbus para América Latina e Caribe, o crescimento do setor na região se deve não só à estabilização econômica que os países experimentaram a partir dos anos 90 e ao aumento da renda da população, mas também à crescente profissionalização das companhias aéreas, que deixaram de ser controladas pelo Estado na maior parte das nações latino-americanas.
— Há um crescente envolvimento dos donos das companhias na gestão das empresas, o vem alterando até o perfil dos aviões comprados. Com a estratégia de otimizar a capacidade e elevar a taxa de ocupação dos aviões, a opção tem sido por aeronaves maiores, que comportam mais passageiros — diz Alonso, que participou da 69^ Conferência Internacional da Associação Internacional do Transporte Aéreo (lata), nesta semana, na Cidade do Cabo, África do Sul.
Assim, os aviões modelo A321, com capacidade para 236 passageiros, estão substituindo os A319, que têm, em média, 165 assentos. Outra razão para a troca, diz Alonso, é que os aeroportos da região chegaram ao limite de capacidade, seja por limitações de pátio ou de tráfego aéreo.
— As companhias se modernizaram, mas os governos não acompanharam. A privatização dos aeroportos no Brasil é uma tentativa de melhorar isso. •
A repórter viajou a convite da lata
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Esse espaço é para compartilhar notícias, idéias e manifestações sobre o segmento de aviação. As fontes são diversas- sites, revistas, jornais, clipping e banco de dados, além claro dos meus comentários e dos colegas. Sou Piloto Comercial de Acfts de asas fixas,perito em aviação,pós Graduado em Ciências Aeronáuticas,proteção da aviação civil(Safety,security) e docencia do Ensino superior.Membro fundador,Coordenador e professor do Instituto do Ar, onde permaneci por 19 anos. MARCUS SILVA REIS
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Marcuss Silva Reis