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segunda-feira, 12 de maio de 2025

"Barradas no embarque: a polêmica dos trajes femininos e a United Airlines"


 Vi um post no Instagram e fui investigar o evento.

O que aconteceu no voo da United Airlines?

Em março de 2017, um episódio envolvendo a companhia aérea United Airlines gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional. Duas adolescentes foram impedidas de embarcar em um voo nos Estados Unidos por estarem usando leggings, uma peça comum no vestuário feminino.

A situação foi relatada no Twitter por Shannon Watts, fundadora do movimento Moms Demand Action, que testemunhou a cena no aeroporto de Denver. A denúncia viralizou e reacendeu debates sobre vestimenta feminina, políticas corporativas e igualdade de gênero.

Por que as meninas foram impedidas de embarcar?

Segundo a própria companhia, as passageiras envolvidas no episódio estavam viajando como “pass riders”, ou seja, eram familiares de funcionários da United Airlines que utilizam passagens com benefícios. Para esses passageiros, há um código de vestimenta mais rígido, já que representam, de alguma forma, a empresa.

De acordo com essa política interna, leggings de spandex, jeans rasgados, camisetas curtas e chinelos não são permitidos.

Repercussão nas redes e críticas à United Airlines

A explicação da United Airlines não foi suficiente para conter a enxurrada de críticas. Celebridades como Chrissy Teigen, Sarah Silverman e Patricia Arquette se manifestaram contra a atitude da empresa, classificando-a como sexista e ultrapassada.

Muitos questionaram por que meninas usando leggings foram barradas, enquanto homens com bermuda puderam embarcar sem qualquer problema. O caso levantou um debate maior sobre a sexualização da roupa feminina e os padrões exigidos apenas para mulheres em ambientes públicos e corporativos.

A United Airlines permite usar leggings em voos?

Sim. A empresa esclareceu que passageiros comuns não são afetados por essa regra. Ou seja, qualquer pessoa que compre uma passagem normalmente pode viajar usando leggings.

O problema ocorreu porque as adolescentes estavam usando os benefícios concedidos a funcionários, e, nesse caso, as regras de conduta e apresentação são diferentes.

O que esse caso nos ensina?

Este episódio serve como alerta para empresas que impõem regras internas que, mesmo sendo legais, podem ser mal interpretadas ou inadequadas diante das mudanças culturais. Além disso, mostra como as redes sociais têm poder de amplificar denúncias e provocar reações imediatas.

Políticas corporativas devem ser claras, coerentes e atualizadas com as transformações sociais. No mundo atual, a imagem de uma marca está diretamente ligada à sua responsabilidade social e postura ética.

Conclusão

O caso das meninas impedidas de embarcar por usarem leggings em um voo da United Airlines mostra como pequenas decisões podem gerar grandes impactos. Mesmo com uma explicação técnica, a percepção do público é o que molda a reputação da marca — e, neste caso, a repercussão negativa foi inevitável.

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Marcuss Silva Reis