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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Diamond DA42 N988JA, 18 de setembro de 2017




7Relatório Final – Diamond DA42 N988JA, 18 de setembro de 2017

Um voo de instrução multimotor decolou de Allentown Queen City em um dia claro com três pilotos a bordo: um instrutor de 65 anos, um aluno de 22 anos e um passageiro com licença de piloto privado. O plano era simples — praticar uma pane de motor no DA42.

A 5.000 pés, desligaram o motor direito e tentaram religá-lo. O motor voltou parcialmente — continuou girando em torno de 1.950 RPM. O instrutor teria dito: “há um problema, mas não sei o que é”, e perguntou ao passageiro com licença de piloto onde ficava o aeroporto mais próximo. “A 7,5 milhas a leste, na posição das 11 horas.” Devido ao arrasto adicional do motor direito, o avião começou a descer cerca de 500 pés por minuto.

O instrutor afirmou que seguiram a checklist, mas o motor não religou. Começaram então a fazer procedimentos de diagnóstico. Segundo o piloto no assento traseiro, havia falta de comunicação entre o instrutor e o aluno, confusão sobre papéis e responsabilidades e ausência de uso claro da checklist após a falha no religamento. A carga de trabalho aumentou muito com as chamadas ao controle de tráfego aéreo e a tentativa de encontrar um local para pousar ao perceberem que a aeronave não conseguiria manter voo nivelado.

O piloto do banco traseiro mais tarde descreveu “confusão” e ausência de chamadas de procedimento. A 1.500 pés, o instrutor assumiu o comando e direcionou a aeronave para um campo. O DA42 pousou e deslizou até cair em uma vala. Felizmente, todos saíram apenas com ferimentos leves.

Os investigadores encontraram ambas as hélices totalmente adiantadas, nenhuma delas embandeirada. Testes realizados após o acidente não mostraram falhas — ambos os motores Lycoming IO-360 funcionaram normalmente. De acordo com o manual de voo (AFM), o DA42 deveria ter mantido altitude se o motor inoperante tivesse sido devidamente cortado e embandeirado. No entanto, o arrasto da hélice não embandeirada eliminou a capacidade monomotor da aeronave.

O NTSB apontou como causa o supervisionamento inadequado do instrutor e a falha em cortar e embandeirar o motor direito após a tentativa de religamento. Não foi uma falha mecânica — foi uma falha de procedimento. O instrutor tinha cerca de 2.900 horas totais de voo, das quais aproximadamente 390 horas como instrutor.

A lição é clara: em aeronaves bimotoras, a disciplina é fundamental. Defina funções, leia a checklist em voz alta e, se o motor não voltar, embandeire-o e siga o voo.

#DebriefDoPiloto #SegurançaDeVoo #DA42

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Marcuss Silva Reis